Arquivo | março, 2010

Onde comprar Orgânicos em SP?

29 mar

Já que segunda-feira é o dia internacional da dieta, que tal aproveitar para incluir nesse novo ciclo um alimentação orgânica?

Como são cultivados sem agrotóxicos ou herbicidas sintéticos, as frutas e verduras orgânicas são mais saudáveis para a nossa saúde e para o planeta, pois esses produtos químicos acabam contaminando solo e água. A agricultura orgânica segue o manejo adequado do solo e respeita condições laborais justas.  No caso de carnes e aves, significa que não há uso de hormônios nem sofrimento de animais.

Os produtos orgânicos custam em media, 10 a 30% a mais para o consumidor final, porém, a longo prazo, esse investimento evita que a sociedade gaste com tratamento de doenças geradas pelo uso contínuo de aditivos químicos em sua alimentação, e serviços de despoluição ou recuperação de áreas degradadas.

Entenda o significado dos termos usados na rotulação desses produtos:

ORGÂNICO – produtos com 95% ou mais de ingredientes orgânicos

PRODUTO COM INGREDIENTES ORGÂNICOS – contêm pelo menos 70% de ingredientes orgânicos

É obrigatório constar nos rótulos a proporção dos ingredientes orgânicos e não orgânicos.

O Ministério da Agricultura fez uma cartilha que explica tudo direitinho, clique aqui para ver.

Para saber onde comprar na cidade de São Paulo:

Entrega em casa
Caminhos da Roça : cadastre-se no site e todas às quintas receba uma lista com os alimentos disponíveis naquela semana. A encomenda é feita por email.
Sítio Terra e Saúde: as entregas são feitas às terças e a taxa mínima é de R$30,00
Sítio A Boa Terra: realiza entregas na Grande SP, Santos e baixada Santista

Casa dos Orgânicos: trabalha em parceria com o Sítio Terra e Saúde e só vende orgânicos certificados.

Feiras
Parque da Água Branca: terças, sábados e domingos. Das 7h às 12h. Av. Francisco Matarazzo, 455, Perdizes.
Parque Previdência: todos os sábados. R. Pedro Peccini, 88 , Km 12 da Raposo Tavares
Santana de Parnaíba: Todas as terças. Centro de Apoio II, ao lado do ponto de taxi.
Parque do Ibirapuera: todos os domingos, R. Tutóia (no estacionamento da igreja do Santíssimo Sacramento).

Tenha uma ótima semana!!

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A Hora do Planeta

27 mar

Logo mais às 20:30, é vez do Brasil participar da Hora do Planeta. A campanha começou em 2007, em Sidney, mas somente em 2009 o  Brasil participou pela primeira vez, contribuindo para o movimento tomar proporção mundial, com a adesão de mais de 4 mil cidades e 88 países.

Para quem  pretende ficar no escuro por 60 minutos esta noite e  fazer parte dessa “corrente” em favor do planeta, o legal é se cadastrar no site criado pela WWF,  para que a organização possa calcular o resultado do movimento.

Mas lembre-se que o ato é simbólico pois a Hora do Planeta é agora e sempre,  de nada adianta apagar as luzes uma hora por ano, se  nas outras 8759 você não fizer nada que contribua para um futuro melhor.

Especial Estadão

23 mar

Uma das matérias publicadas pelo especial sobre a água do Estadão de ontem:

Água na Jarra, por favor!

23 mar

Após o Story of Bottled Water, quem sabe o Água na Jarra ganhe novos adeptos?

O projeto estimula a comercialização de água tratada e purificada nos bares e restaurantes de São Paulo, assim como é feito nos EUA. Os estabelecimentos devem dar a opção para o cliente decidir se prefere comprar água engarrafada ou não.

Uma medida bem radical contra as garrafinhas, foi tomada em  Bundanoon na Austrália. Em julho passado, a população decidiu em votação, banir a comercialização de água engarrafada na cidade. Na época, a BBC Brasil publicou nota onde um morador  justificava que sua mudança de opinião, em relação às garrafas de água, aconteceu quando uma empresa de bebidas anunciou planos de explorar um reservatório subterrâneo na cidade. “A empresa queria extrair a água localmente, levá-la para Sydney, onde seria engarrafada, e transportá-la de volta para vendê-la na cidade”, disse ele. “Isso fez com que as pessoas se dessem conta do impacto ambiental da água engarrafada e levantou a discussão na cidade.”

Numa metrópole com as dimensões de São Paulo, uma medida como essa seria pouco provável, mas cada um pode fazer a sua parte. Na próxima ida ao restaurante peça ao “seu garçom”, água na jarra, por favor!

História da Água Engarrafada

23 mar

Ontem foi o dia mundial da água, e não por acaso o lançamento do Story of Bottled Water, de mesma autoria do Story of Stuff.

Vale à pena dedicar 8 minutinhos do seu tempo para assistir ao vídeo e refletir sobre o assunto.

Sejaa Gisele Bündchen!

15 mar

Que mulher neste mundo não gostaria ??? Linda, bem-sucedida, milionária, casada com um homem ma-ra-vi-lho-so, com uma conta bancária tão admirável quanto à dela, acabou de ter um filho e já está com a barriga sequinha, apenas 3 meses após dar à luz!!! Confira nas fotos da última edição da Vogue America !!!!

Vogue America

Deve ter pé chato! Rrsrs brincadeira! Dor-de-cotovelo à parte, o que mais admiro nela é sua preocupação com a natureza. Depois de ser nomeada Embaixadora da ONU para o Meio Ambiente, a nossa übermodel volta a surpreender lançando sua própria marca de cosméticos ecologicamente correta.

Sejaa,  lançada hoje, foi idealizada por quem mais entende de beleza no mundo;  a própria Gisele! Preocupada em causar o menor impacto ambiental possível, produz seus cremes com ingredientes 100% naturais, sem  conservantes e suas embalagens são feitas de material reciclado. A Sejaa não usa animais em seus testes.

Para quem ficou com vontade de ser um pouco Gisele Bündchen, só resta aguardar ansiosamente o lançamento da marca aqui no Brasil !

Sejaa

Ah! A bela também apoia a Campanha a Hora do Planeta, veja:

Upcycling

11 mar

Há dois anos, estive em Londres visitando um irmão e percebi que, além dos tradicionais containers para depósito de lixo doméstico reciclável,  presentes nas ruas de várias cidades européias, existem containers para depósito de roupas e sapatos. Chamou tanta atenção que tirei essa foto que acabou ficando perdida no meio das imagens turísticas do lugar:

Só hoje, “fuçando” na internet, descobri a história da LMB, responsável pelo destino dado aos objetos depositados ali, e resolvi escrever este post para finalmente resgatar minha fotinha.

Com o boom na indústria fashion dos anos 80 na Inglaterra, que passava por uma fase positiva economicamente, as pessoas passaram a jogar fora suas roupas, não por estarem velhas e desgastadas, mas simplesmente por estarem fora de moda.

Observando que a maioria das peças descartadas encontrava-se em ótimo estado, um dos sócios da LMB resolveu investir em um novo ramo de negócios que consistia, basicamente, em coletar roupas usadas, separar os tecidos, descosturar os pedaços e vendê-los.

Numa época em que os países africanos não possuíam condições para fabricar roupas de boa qualidade a preços acessíveis para a maioria da população, a empresa percebeu aí outro nicho de mercado, e começou a exportar as roupas de segunda mão.

E foi para facilitar essa coleta em grande escala, que criou os chamados “bancos de reciclagem” , os tais containers que vi espalhados pelas ruas londrinas.

A LMB tem hoje mais de 4 mil pontos de coleta espalhados pelo Reino Unido e recolhe de 170 a 200 toneladas de tecidos por semana. Desse total, 80% é reutilizado e exportado, 10% é transformado em retalhos, 5% vira feltro e apenas 5% acaba no lixo.

A julgar pela forte tendência apresentada na última Esthetica, salão de moda ética da London Fashion Week, o faturamento da LMB vai acrescentar alguns bons dígitos nos próximos anos, já que 90% das marcas do evento aderiram ao Upcycle, que nada mais é do que reaproveitar um material sem que ele passe por um processo de reciclagem.